Projetos
2024
Escolas Profissionais
Escolas Secundárias
Universidade da Beira Interior
APICOVER
Escola Profissional Agrícola Quinta da Lageosa e J. Gomes, Lda.
O projeto APICOVER surge no âmbito do conceito de Design Regenerativo, inspirado na natureza e no seu poder de renascer das cinzas.
As abelhas, fundamentais para a polinização e equilíbrio dos ecossistemas, enfrentam crescentes ameaças devido aos incêndios florestais, à perda de habitat e às alterações climáticas.
Com o objetivo de proteger as colmeias e garantir a sobrevivência das abelhas durante situações de risco, o projeto propõe um sistema preventivo e autónomo que atua na aproximação do fogo.
Com o slogan “Proteger as abelhas é proteger a vida… é renascer das cinzas”, o APICOVER simboliza a esperança e a regeneração da natureza através da tecnologia e da sustentabilidade.
Materiais | Colmeia; depósito de água; painel fotovoltaico; aspersores de água; sensor de temperatura; motor; bateria; termostato.
Características Técnicas | O sistema consiste numa tampa inteligente colocada nas colmeias em períodos de maior risco. Quando a temperatura atinge níveis críticos, os aspersores são ativados automaticamente, arrefecendo a colmeia e prevenindo a sua destruição.
A estrutura é energicamente autónoma, com recurso a painéis solares, e desenvolvida com foco na eficiência, durabilidade e proteção ambiental.
Autoria | Escola Profissional Agrícola Quinta da Lageosa e J. Gomes, Lda.
Alunos | Ana Luísa Ramos, 12.ºano; André Castelo, 10.º ano; Bruna Silvestre, 12.ºano; Clara Azevedo, 12.º ano; Filipe Antunes, 10.º ano; Gália Baldé, 11.º ano; Henrique Matos, 10.º ano; Rodrigo Prata, 11.º ano; Tiago Pinto, 10.º ano.
Professores Orientadores | Cristóvão Oliveira, Maria José Martins, Sofia Jorge e Susana Magalhães.
Empresa: J. Gomes, Lda.
Responsáveis: Catarina Gomes e Rui Gomes
Curadoria | Vasco Pinho
BioRefúgio — Renascer das Cinzas
O BioRefúgio, desenvolvido pela Escola Secundária Frei Heitor Pinto em parceria com a empresa Ropre, nasce da necessidade de repensar a relação entre o ser humano e os ecossistemas afetados pelos incêndios florestais.
Mais do que um abrigo temporário, representa um símbolo de regeneração — inspirado na inteligência da natureza e nas suas estratégias de proteção e renascimento.
O projeto integra os princípios do design regenerativo e da inspiração biomimética, propondo soluções que não apenas minimizam impactos, mas ajudam a restaurar ecossistemas e comunidades após situações de catástrofe.
Inspiração Biomimética – A forma e o funcionamento do BioRefúgio foram inspirados em organismos e sistemas naturais:
Bicho-de-conta (Armadillium vulgare): sistema de dobragem modular e proteção articulada;
Membranas interdigitais de anfíbios e mamíferos aquáticos: ligações flexíveis entre módulos;
Casca do sobreiro e carapaças de répteis: isolamento térmico natural e resistência ao calor;
Pinha e sementes pirófitas: comportamento adaptativo dos materiais ao aumento de temperatura.
Estas referências naturais guiaram a criação de um abrigo capaz de se adaptar, proteger e regenerar — tal como os organismos que o inspiraram.
Abrigo de emergência e ferramenta educativa, o BioRefúgio promove uma consciência ecológica e regenerativa, aproximando ciência, design e sustentabilidade.
Mais do que um objeto técnico, é um manifesto sobre o poder da natureza como mentora e parceira no futuro do design.
Características Técnicas | O BioRefúgio apresenta uma forma semiesférica com 300 × 200 × 150 cm, composta por módulos interligados de material ignífugo e isolante. A estrutura é dobrável, portátil e de montagem rápida, podendo ser transportada numa mochila. Os materiais reagem ao calor selando aberturas e reforçando a estrutura, prolongando a sua durabilidade e simbolizando a capacidade da natureza de renascer das cinzas.
Materiais | Materiais ignífugos e isolantes de origem regenerativa, componentes flexíveis e recicláveis, e tecnologia de isolamento térmico por reflexão (Boltherm).
Autoria | Escola Secundária Frei Heitor Pinto e Ropre.
Alunos | 12.º Ano de Biologia
Professora Orientadora: Mónica Ramôa
Empresa: Grupo Ropre – Boltherm (isolamentos térmicos por reflexão)
“Onde a natureza inspira e a proteção começa.”
Curadoria | Vasco Pinho
CHAMA AJUDA
O projeto Chama Ajuda nasceu da reflexão sobre o impacto dos incêndios florestais e da urgência em agir pela proteção do ambiente e das comunidades.
Através da metodologia de Design Thinking, foi desenvolvida uma campanha de sensibilização e uma aplicação móvel que permite alertar rapidamente a Proteção Civil em caso de incêndio.
As campanhas destacam a limpeza dos terrenos, o recrutamento de guardas florestais e o uso da aplicação, promovendo a prevenção, a responsabilidade coletiva e uma cultura de cidadania ativa.
O nome Chama Ajuda une o símbolo do fogo à ação de pedir socorro, refletindo o espírito solidário e colaborativo do projeto.
Materiais | Papel fotográfico; impressão a cor; suporte multimédia com vídeos e protótipo digital.
Características Técnicas | Representação gráfica e multimédia de uma campanha de cariz social, desenvolvida com recurso à metodologia de Design Thinking, à plataforma Lovable (protótipo interativo) e a software de edição e design.
O projeto alia comunicação visual, tecnologia e educação ambiental, promovendo a prevenção de incêndios e a segurança comunitária.
Autoria | EPABI – Escola Profissional de Artes da Covilhã e Gigarte – Agência de Comunicação.
Alunos | Abraham Encalada, Allan Martins, Ana Marques, Aracy Ferreira, Daniel Primo, Diana Sousa, Dandara Silva, Edánio Mateus, Eliane Bom Jesus, Esmael Fonseca, Ester Costa, Gabriela Patrícia Fernandes, Inês Duarte, Juelma Barros, Manuel Machava, Mariana Proença, Matilde Lizardo, Maureen Eliette Albuquerque, Miguel Avelar, Rogério Roxo e Yara Varela.
Professores Orientadores | Helder Abreu, Bruna Vaz e Mafalda Castelo-Branco.
Empresa | Gigarte – Agência de Comunicação
Responsável | Henrique Gigante
Curadoria | Vasco Pinho
ESTRELA SEGURA
O projeto Estrela Segura resulta da parceria entre a Escola Secundária Campos Melo e a empresa WD-Retail, com o objetivo de criar um conjunto de espaço e sinalética preventiva, funcional e sustentável.
Inspirado na Serra da Estrela e nos desafios causados pelos incêndios florestais, o projeto apresenta soluções que aliam design, segurança e tecnologia, garantindo resistência térmica, autonomia energética e proteção em ambientes de risco.
A forma hexagonal, inspirada nas colmeias, simboliza a cooperação e resiliência da natureza, homenageando os apicultores locais e sensibilizando para a preservação ambiental.
Materiais | •Sinalética: cerâmica refratária, aço inoxidável, ferro oxidado, painel solar e iluminação LED; •Miradouro/Abrigo: tijolo refratário, vidro temperado, depósito de águas pluviais e câmara IA 360º; •Pavimento: módulos de betão Ytong e azulejos hexagonais; •Candeeiros: aço corten com painéis solares; •Bancos e Mesas: cimento com módulos integrados.
Características Técnicas | Representação tridimensional e gráfica de um espaço seguro e sustentável, com materiais resistentes ao fogo e soluções tecnológicas ecológicas. A sinalética incorpora a silhueta da Serra da Estrela e sistemas de energia solar e emergência. O miradouro, de estrutura hexagonal, funciona como abrigo e ponto de encontro, integrando natureza, inovação e proteção ambiental.
Autoria | Escola Secundária Campos Melo e WD-Retail
Alunos | Ágata Amaro, Ana Ulbrich, Ana Brum, Beatrice Teixeira, Beatriz Venâncio, Cátia Nunes, Cláudia Geraldes, Fernanda Silvano, Flávio Freitas, Keven Silva, Laura Mendes, Lilian Peres, Mafalda Soares, Maria Finholdt, Mariana Lucas, Mariana A. Patrício, Marta Pereira, Matilde Almeida, Renata Castro, Rita Santos, Rita Agapito, Sara Calheiros, Tiago Castro, Tomaz Pedro, Camila Comin, Camila Ramos, Eduardo Leitão, Érica Andrade, Eva Ricardo, Gabriel Reis, Inês Carrola, Inês Neves, Lara Neves, Beatriz Silva, Francisca Ferreira e Bryan Chambene.
Professores Orientadores | Sulamita Lopes e João Boléo.
Empresa | WD-Retail
Responsável | Hugo Nobre
Curadoria | Vasco Pinho
Fire Save
O projeto Fire Save, desenvolvido pela Escola Secundária Quinta das Palmeiras em colaboração com a CDNTV e o Parkurbis, propõe uma solução inovadora e sustentável no campo do design, da multimédia e da educação para a segurança, respondendo aos desafios ambientais e sociais da região da Serra da Estrela.
O Fire Save nasce da necessidade de criar uma plataforma acessível e prática que apoie a população em situações de emergência, especialmente perante incêndios florestais e outros riscos naturais. O projeto combina design físico e digital, reunindo informações essenciais sobre prevenção, segurança e primeiros socorros, promovendo a preparação, a proteção e a resiliência comunitária.
O projeto integra duas componentes complementares: um kit físico de prevenção e resposta a incêndios — o Kit Regenera — e uma plataforma digital interativa — o site Fire Save, com o objetivo de sensibilizar a população e disponibilizar ferramentas de informação, prevenção e orientação em situações de risco.
O Kit Regenera foi desenvolvido com base em princípios de design sustentável e regenerativo. No seu interior, foi utilizada espuma de expansão, posteriormente lixada e pintada, conferindo-lhe um aspeto robusto e sólido, semelhante à projeção tridimensional (3D) criada na fase de modelação.
Durante o processo, foram criadas barreiras de contenção para moldar a espuma e assegurar o formato desejado, permitindo retoques e acabamentos mais precisos. O resultado é um objeto funcional, resistente e esteticamente apelativo, que alia sustentabilidade e utilidade pública.
Site Fire Save: plataforma digital concebida como ferramenta de informação, prevenção, orientação e sensibilização sobre incêndios florestais.
Kit Regenera: solução portátil e ecológica destinada a situações de emergência, integrando ferramentas essenciais de prevenção e resposta rápida.
Características Técnicas | O projeto combina o design físico do kit de emergência com uma plataforma digital informativa, resultando numa solução integrada que alia funcionalidade, estética e responsabilidade ambiental. Este processo permitiu aos alunos explorar diferentes áreas — do design gráfico e de produto à criação de interfaces digitais e à produção audiovisual — consolidando competências técnicas e criativas, e demonstrando o papel do design como agente de transformação social.
Materiais | Espuma de expansão, tintas ecológicas e materiais recicláveis (para o kit físico); Ferramentas digitais, software de design e plataformas web interativas (para o site e conteúdos multimédia).
Autoria | Escola Secundária Quinta das Palmeiras e CDNTV
Alunos | Beatriz Almeida Valezim; Bruno Otávio Moraes; Délio Manuel da Cruz; Guilherme Gil Paiva; Madalena Santos Vasconcelos; Salvador Pereira das Neves
Professores Orientadores | Ana Janela, Maria Nunes e Paulo Morais
Empresa Parceira | CDNTV
Equipa CDNTV | Sérgio Pinheiro, João Calheiros, João Garcia, Maria Sarrato, Matilde Nunes e Neuza Silvestre
Entidade Colaboradora – Parkurbis | Ana Alves, Jorge Patrão e Jorge Ramos
Curadoria | Vasco Pinho
UBI
Azul de Portugal
O projeto “Azul de Portugal” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Grasil Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo e a valorização da identidade cultural portuguesa.
No âmbito desta colaboração, a aluna recebeu duas peças da marca — as calças Margaret e a gabardine Newport —, bem como uma surprise box com tecidos e aviamentos diversos, que serviram de base à reinterpretação criativa das peças. Inspirado nas tradições têxteis, na fauna e flora nacionais e na simbologia do azul — cor associada ao mar, aos azulejos e à saudade —, o projeto aplica técnicas de tingimento natural, feltragem e bordado manual, integrando princípios de upcycling e design regenerativo.
O conjunto final, composto por calças, gabardine e saia inspirada nos aventais tradicionais, reflete a fusão entre identidade cultural, sustentabilidade e inovação têxtil.
Materiais | Peças Grasil (gabardine Newport e calças Margaret); tecidos naturais de lã; rendas; botões; linhas; lã de churra algarvia; tecidos e aviamentos reaproveitados da surprise box.
Características Técnicas | Aplicação de tingimento natural com planta de índigo; feltragem com lã autóctone portuguesa; bordado manual e customização de peças pré-existentes.
Processo de upcycling e redesign que promove o prolongamento do ciclo de vida do vestuário e a redução do impacto ambiental, em linha com os princípios do design regenerativo.
Aluna | Inês Vieira da Silva
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Empresa Parceira | Grasil Confecções
BLOOM RE:DESIGN
O projeto «BLOOM RE:DESIGN» surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a empresa Benoli Confecções, o projeto visa fomentar a experimentação e inovação no campo do design sustentável, explorando novas abordagens criativas aplicadas ao vestuário.
Inspirado na coleção BLOOM da marca e na flora da Serra da Estrela, o projeto explora a relação entre natureza e vestuário, através da reinterpretação criativa de peças existentes.
A intervenção incide sobre um bolero creme e um blazer floral, selecionados pela autora e transformados por meio das técnicas de upcycling, bordado e ecoprinting, conferindo-lhes nova identidade estética e funcional.
O resultado final traduz um diálogo entre tradição, sustentabilidade e inovação, devolvendo vida e valor a materiais já existentes, em harmonia com os princípios do design circular.
Materiais: Bolero e blazer Benoli; tecidos naturais; flores e elementos botânicos; fitas, botões, linhas, missangas e aviamentos diversos.
Características Técnicas: Aplicação da técnica de ecoprinting sobre tecido natural por meio da prensa, utilizando pigmentos e elementos botânicos locais.
Intervenções de bordado e costura decorativa, substituição do forro e integração de detalhes cromáticos e texturais.
Processo de upcycling assente nos princípios do design regenerativo, privilegiando o reaproveitamento e a redução do impacto ambiental.
Aluna | Bianca Oliveira Bastos
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Empresa Parceira | Benoli Confecções
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo” foi desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Atelier de Confeção e Modelagem Digital de Vestuário do 2.º Ciclo em Design de Moda da Universidade da Beira Interior, em parceria com as Confeções Lança e com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, no contexto da Covilhã Creative Week 2025.
A criação inspira-se na androginia e na sustentabilidade, resultando da reinterpretação de um blazer masculino transformado num look andrógino que funde as fronteiras entre o feminino e o masculino.
O blazer foi ajustado na cintura, adquirindo uma silhueta slim fit, e recebeu elementos de delicadeza — flores, draping e tranças manuais em tecidos sobrantes, destacando o trabalho artesanal e a versatilidade da peça.
No ombro oposto, o draping cria assimetria e equilíbrio, refletindo a dualidade do corpo humano.
A saia, feita de resíduos têxteis com diferentes debuxos, acrescenta movimento e fluidez.
Todo o conjunto foi produzido com materiais reaproveitados e deadstock industrial, reafirmando o compromisso com a moda circular e o design sustentável.
Materiais | Blazer masculino reaproveitado; tecidos deadstock; tule preto; resíduos têxteis; aviamentos sustentáveis.
Características Técnicas | Processo de upcycling e reconstrução de alfaiataria com técnicas de draping, aplicações manuais e ajustes de modelagem, combinando rigor técnico e experimentação criativa.
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Alunos: Beatriz Silva | Beatriz Afonso | Catarina Graça | Maria Júlia Alcoforado | Guilherme Pereira | Willian Júnior
Coordenação | Madalena Pereira | Marta Bicho | Teresa Raquel Barata
Colaboração | Felisbela Rodrigues | Joaquim Trindade
Empresa Parceira | Confeções Lança
Entidade | Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis (DCTT – UBI)
Agradecimento | Nuno Belino, Presidente do DCTT, pelo apoio à iniciativa conjunta no ano do 50.º aniversário do Departamento.
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo” foi desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Atelier de Confeção e Modelagem Digital de Vestuário do 2.º Ciclo em Design de Moda da Universidade da Beira Interior, em parceria com as Confeções Lança e com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Integrado na Covilhã Creative Week 2025, o projeto propõe uma reflexão sobre sustentabilidade, inovação e valorização do património têxtil e cultural da cidade. A proposta consiste na reinterpretação de um fato masculino clássico, transformando-o num conjunto contemporâneo que alia rigor técnico, estética experimental e consciência ambiental.
O blazer foi encurtado ao nível do botão inferior, resultando numa silhueta moderna e equilibrada, enquanto as calças foram reconvertidas em calções, adaptando o vestuário formal masculino a um contexto mais versátil e jovem. O tecido remanescente foi reutilizado na criação de laços decorativos, aplicados no blazer, reforçando o conceito de upcycling e o aproveitamento integral dos materiais.
Na parte posterior dos calções, um laço em tecido deadstock de tom bordeaux, com interior em tule preto, acrescenta estrutura e volume, criando um diálogo entre tradição e experimentação que evoca o espírito criativo da Covilhã — cidade do design, da indústria e do debuxo.
Materiais | Fato masculino clássico (peça-base fornecida), tecidos reaproveitados, tecido deadstock em tom bordeaux, tule preto e aviamentos sustentáveis, em conformidade com os princípios da moda circular e do design regenerativo.
Características Técnicas | Processo de upcycling e design regenerativo aplicados à reconstrução de um conjunto de alfaiataria, com ajustes de modelagem, reconstrução parcial, detalhes decorativos manuais e remates de precisão, aliando saber-fazer tradicional e abordagem criativa.
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Alunos | Bruna Reis, Bruno Sousa, Bruno Fernandes, Luís Ferreira, Mariana Pontes
Coordenação | Madalena Pereira, Marta Bicho, Teresa Raquel Barata
Colaboração | Felisbela Rodrigues, Joaquim Trindade
Empresa Parceira | Confeções Lança
Entidade | Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis (DCTT – UBI)
Agradecimento | Nuno Belino, Presidente do DCTT, pelo apoio à iniciativa conjunta no ano do 50.º aniversário do Departamento.
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, Cidade do Debuxo” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o curso de Tecnologia e Produto Moda Sustentável da Universidade da Beira Interior uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Twintex, o projeto propõe uma reflexão sobre o design sustentável e o papel regenerativo da moda na valorização da identidade local e do património têxtil covilhanense.
Inspirado na paisagem e cultura da Covilhã, conhecida como Cidade do Debuxo, o projeto explora o diálogo entre tradição e inovação, padrões e texturas, história e criatividade. A proposta centra-se na reinterpretação de peças em fim de vida ou amostras industriais, transformando-as através dos 9R’s da sustentabilidade — Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar, Repassar, Respeitar e Responsabilizar-se.
O exercício de upcycling e redesign combina misturas de padrões em lã 100% natural e apontamentos dourados, que simbolizam o “ouro” da cidade — metáfora para a criatividade e o renascimento da tradição têxtil covilhanense.
A dimensão poética do projeto traduz-se num tributo à memória da cidade:
“Entre montes e neblinas, ergue-se a Covilhã — tecida em fios de história e vento.
Aqui, o tear não dorme: canta.
Nos fios dourados, lampejos de sol e promessa —
é o ouro da criatividade, o brilho que não se mina, mas se imagina.”
Materiais | O projeto recorreu a peças pré-existentes fornecidas pela Twintex, a tecidos em 100% lã com combinações de padrões e lisos, e a aplicações de fios e apontamentos dourados. Foram ainda utilizados materiais reaproveitados e de origem natural, em conformidade com os princípios da moda sustentável.
Características Técnicas | Processo de upcycling e design regenerativo aplicado a peças em fim de vida e amostras industriais. A intervenção envolveu desconstrução, reconstrução e customização manual, respeitando a integridade dos materiais originais e acrescentando valor estético e simbólico. Foram exploradas técnicas de confeção e remate artesanal, com enfoque na redução de desperdício, na valorização do saber-fazer têxtil regional e na inovação criativa aplicada à sustentabilidade.
Curso | Tecnologia e Produto Moda Sustentável – Universidade da Beira Interior
Alunas | Mariana Palma, Beatriz Gonçalves, Andreia Nave
Coordenação | Madalena Pereira, Marta Bicho, Teresa Raquel Barata, Joaquim Trindade
Colaboração | Viviana Silva, Felisbela Rodrigues
Empresa Parceira | Twintex
Entidade | Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis (DCTT – UBI)
Agradecimento | Nuno Belino, Presidente do DCTT, pelo apoio à iniciativa conjunta no ano do 50.º aniversário do Departamento.
Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o curso de Tecnologia e Produto Moda Sustentável da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Twintex, o projeto reflete sobre o consumo consciente e a valorização do património cultural e artesanal da Covilhã, através da aplicação dos 9R’s da sustentabilidade — Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar, Repassar, Respeitar e Responsabilizar-se.
A proposta consiste na reinterpretação de uma peça em fim de vida ou proveniente de amostras industriais, transformando-a num casaco de alfaiataria contemporâneo, que alia precisão técnica, poética visual e sustentabilidade criativa. Inspirado na estética da Arte Nova e na tradição dos mestres alfaiates da cidade, o projeto combina linhas fluidas e detalhes decorativos que evocam janelas rendadas, arabescos e o movimento das ruas serranas.
O azul da lã extrafina — símbolo da pureza e da ligação à serra — e os apontamentos rosados e perolados evocam o feminino e a memória das mulheres trabalhadoras da região, unindo rigor técnico e sensibilidade artística.
Materiais | Peça-base fornecida pela Twintex, lã extrafina em tons de azul e rosa, aplicações de pérolas e aviamentos reaproveitados, tecidos naturais e materiais sustentáveis, em conformidade com os princípios da moda circular.
Características Técnicas | Processo de upcycling e design regenerativo, aplicado à reconstrução de um casaco de alfaiataria. A intervenção integrou ajustes de modelagem, aplicação manual de detalhes decorativos e remates de precisão, combinando o saber-fazer tradicional com uma abordagem criativa e experimental.
Curso | Tecnologia e Produto Moda Sustentável – Universidade da Beira Interior
Alunas | Abigail Paez, Catarina Ponte
Coordenação | Madalena Pereira, Marta Bicho, Teresa Raquel Barata, Joaquim Trindade
Colaboração | Viviana Silva, Felisbela Rodrigues
Empresa Parceira | Twintex
Entidade | Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis (DCTT – UBI)
Agradecimento | Nuno Belino, Presidente do DCTT, pelo apoio à iniciativa conjunta no ano do 50.º aniversário do Departamento.
RENASCER
O projeto “Renascer” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã. Desenvolvido em parceria com a empresa Benoli Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo como metáfora de renovação e memória, transformando uma peça inacabada num símbolo de continuidade.
A partir de um sobretudo de corte reto, originalmente com defeitos e inacabado, o autor reinterpreta a peça inspirando-se nos relevos, brilhos e texturas da Serra da Estrela.
O processo combina técnicas têxteis contemporâneas e expressão artística, criando uma peça que reflete a harmonia entre natureza, memória e inovação, preservando a identidade estética e a sofisticação associadas à marca Benoli.
A intervenção recorre à técnica de aplique reverso, em que o tecido superior é recortado para revelar a camada inferior de lantejoulas, criando efeitos de relevo, brilho e profundidade visual inspirados na paisagem e nas formas naturais da Serra da Estrela.
O processo inclui também a remodelação de golas e punhos e a integração de pelos sintéticos e aviamentos reaproveitados, resultando num sobretudo regenerado que alia experimentação material, expressividade têxtil e sustentabilidade criativa.
O resultado final transforma o ato de reparar num gesto simbólico de renascimento, onde o design se torna uma extensão da paisagem natural e emocional da Serra da Estrela.
Materiais | Sobretudo em feltro (peça-base Benoli); tecido de lantejoulas; pelos sintéticos; aviamentos diversos (botões, fitas, linhas).
Características Técnicas | Aplicação da técnica de aplique reverso, sobreposição e recorte de camadas de tecido; remodelação de golas e punhos; integração de texturas contrastantes e materiais reaproveitados.
Processo de upcycling que combina precisão manual, investigação têxtil e interpretação artística, alinhado com os princípios do design regenerativo.
Alunos | Maurício da Luz Pereira
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Empresa Parceira | Benoli Confecções
RESSIGNIFICAR O FATO
O projeto «Ressignificar o Fato» surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a empresa Grasil Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo e a valorização do património têxtil da Covilhã.
Partindo de um fato masculino completo, as autoras reinterpretaram a peça para o universo feminino, preservando a identidade clássica da marca e incorporando versatilidade, contemporaneidade e sustentabilidade.
A transformação conjuga tradição e inovação, recuperando elementos da alfaiataria e introduzindo bordados inspirados na cultura regional, num diálogo entre herança local e modernidade.
Materiais | Fato masculino completo; tecidos fornecidos pela empresa; linhas; botões; fita de viés.
Características Técnicas | O conjunto foi reconstruído através de upcycling, com modelagem experimental e técnicas de moulage.
A saia foi criada a partir das calças originais, com pregas contrastantes que conferem movimento e profundidade.
O casaco recebeu uma nova gola e bordados nas mangas, evocando o património têxtil da região.
A proposta alia design regenerativo, funcionalidade e identidade local, transformando o vestuário tradicional num símbolo de continuidade e reinvenção.
Alunas | Rita Oleirinha e Sofia Pereira
Curso | Design de Moda – Universidade da Beira Interior
Empresa Parceira | Grasil Confecções
