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Concurso Internacional de Música Júlio Cardona

Premiados 2025

Violino

JIEUN SON
1º Prémio + Prémio Solista + Prémio AVA

Jieun tem 27 anos e é natural da Coreia do Sul. Estudou na Universidade Nacional de Seul e na Universidade de Música e Teatro de Hamburgo, onde prossegue o seu Konzertexamen desde outubro de 2023. Venceu o Concurso Internacional Kreutzer, o Concurso da Fundação Elise Meyer e o Concurso Internacional da Sibéria, bem como outros na Coreia do Sul.
BASIL ALTER
2º Prémio
Com 25 anos, natural dos Estados Unidos da América e radicado no Reino Unido, Basil mantém uma intensa agenda de recitais, em diversas sociedades musicais de todo o país. Antes de estudar em Londres, estudou na Manhattan School of Music.
GUILIA RIMONDA
Menção Honrosa
Giulia tem 23 anos, nasceu em Turim e começou a estudar violino aos 4 anos com o pai. Formou-se aos 17 anos, enquanto frequentava os cursos da Academia Chigiane de Siena e da Accademia Nazionale di Santa Cecília de Roma.

Flauta

MADALENA LOPES
1º Prémio + Prémio Solista + Prémio AVA

Madalena é natural de Almada e tem 21 anos. Começou os seus estudos aos 10 anos na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, onde terminou o curso secundário com a classificação máxima. Em 2022 começou a estudar na Escuela Superior de Música Reina Sofía. Em 2023 foi aceite na Gustav Mahler Judendorchester e no mesmo ano recebeu o Grand Prix na International Artistis Competition. Em 2024 foi aceite na European Union Youth Orchestra.
BRINA VARGA
2º Prémio

Nasceu na Eslovénia. Atualmente com 24 anos, Brina inicou o seu percurso musical aos 5 anos. Estudou no Conservatório de Música e Ballet de Liubliana e na Universidade de Música e Artes Cénicas de Viena.
PAWEL NIZIOLEK
Menção Honrosa

Pawel tem 27 anos e veio da Polónia, mais concretamente de Skarzysko-Kamienne. Começou a estudar flauta aos 7 anos na Escola de Música da sua terra natal. Em 2016 estudava na Academia de Música de Cracóvia, onde obteve o diploma de bacharel em 2019. Desde 2020 estuuda na Wally Hase na Universidade de Música e Artes Cénicas de Viena (Áustria).

Piano

RODRIGO TEIXEIRA
2º Prémio + Prémio AVA

Rodrigo tem 21 anos, é natural do Porto e começou a estudar piano aos 8 anos de idade na Academia de Música da Maia. Em 2016 ingressa no Conservatório de Música do Porto, seguindo-se o Colégio Moderno de Lisboa, a Escola Superior de Artes Aplicadas e a Haute École de Musique de Genève.
ANASTASIYA MAGAMEDOVA
2º Prémio

Tem 27 anos e nasceu nos Estados Unidos da América. Iniciou-se a estudar piano aos 5 anos no Tajiquistão e formou-se na Juilliard School. Magamedova estuda atualmente no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.
ANNA MCCARGOW
Menção Honrosa

Anna tem 24 anos, nasceu no Reino Unido e começou a estudar piano aos 5 anos. Estudou nos Talent Music Master Courses da Universidade de Música de Brescia, em Itália, e em 2021 ingressou na Hochschule für Musik und Tanz de Colónia.

A primeira edição do Concurso Internacional de Música Júlio Cardona, promovido e organizado pela Câmara Municipal da Covilhã, decorre de 25 a 28 de junho de 2025 e está aberto a músicos de todas as nacionalidades com idades compreendidas entre 18 e 30 anos. As modalidades a concurso são Violino, Flauta e Piano.

A par da valorização e promoção do talento de jovens músicos, o evento presta homenagem ao violinista Júlio Cardona (1879-1950), reavivando e expandindo a memória e o legado de um dos maiores embaixadores culturais da cidade anfitriã.
“Com o intuito de dar seguimento e, simultaneamente, de renovar a reconhecida tradição da cidade da Covilhã de promover concursos internacionais de música – lembro com orgulho e até com uma certa nostalgia, por exemplo, o Concurso de Piano Cidade da Covilhã, que teve lugar entre os anos 70 e 90 do século passado, e o Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, que decorreu entre 1997 e 2015 – nasce o Concurso Internacional de Música Júlio Cardona, do qual tenho o prazer e a honra de ser Diretor Artístico. Assumindo esta responsabilidade com total compromisso e motivação, é impossível não lembrar o inspirador e notável legado do Maestro Campos Costa (1929-2022), e muito especialmente a sua entrega genuína à promoção e desenvolvimento de causas culturais na cidade.
A primeira edição do concurso propõe um formato remodelado, no qual fiz questão de incluir a categoria de Violino, como homenagem ao patrono do próprio concurso, Júlio Cardona, e a modalidade de Piano, em ambos casos oportunidades para celebrar a herança histórica dos antigos concursos já mencionados. A inclusão de uma categoria dedicada a um instrumento de sopro, neste caso a Flauta, sublinha o caráter multidisciplinar do evento, proporcionando também uma oferta artística apelativa e diferenciada para o público.
Em nome de todos os intervenientes, deixo o mais sincero convite para desfrutar de um evento que prestigia a Covilhã, a sua arte de bem receber e a paixão dos covilhanenses pela arte musical!”

Bruno Borralhinho, Diretor Artístico

Calendário e Programa

O concurso é composto por três rondas obrigatórias:

Pré-seleção, envio de vídeo: 1 a 31 de março.
 
Ronda principal (8 concorrentes em cada categoria)
VIOLINO: 25 de junho, 09:30-17:45h, Teatro Municipal da Covilhã
FLAUTA: 26 de junho, 09:30-17:45h, Teatro Municipal da Covilhã
PIANO: 27 de junho, 09:30-17:45, Teatro Municipal da Covilhã.
 
Final (3 concorrentes em cada categoria)
VIOLINO: 28 de junho, 10:00-12:30h, Teatro Municipal da Covilhã
FLAUTA: 28 de junho, 14:30-17:00h, Teatro Municipal da Covilhã
PIANO: 28 de junho, 20:00-22:30, Teatro Municipal da Covilhã.

Para mais informações e detalhes sobre o programa, por favor consulte as Normas de Participação.

Inscrição

1. O período de inscrições teve lugar entre 1 e 31 de março e está agora encerrado.
2. Foram recebidas dezenas de inscrições de concorrentes de 14 nacionalidades.
3. As inscrições e respetivos vídeos serão agora analisados e avaliados. Os resultados desta análise e avaliação serão comunicados individualmente a todos os inscritos até ao final do mês de abril.
4. As listas finais de admissão incluirão, em cada categoria, 8 concorrentes selecionados para a ronda principal, e até 3 concorrentes em situação de reserva, que podem ser selecionados em caso de desistência de outros concorrentes.
5. Todo o tipo de esclarecimentos deverão ser solicitados exclusivamente por via eletrónica, através do seguinte endereço: juliocardona.covilha(a)gmail.com

Concurso Internacional de Música Júlio Cardona
25—28 junho, 2025
Covilhã, Portugal

Normas de Participação


Júlio Cardona (1879-1950)

Júlio Cardona nasceu na Covilhã no dia 29 de Março de 1879, no seio de uma família de músicos, e desde cedo se destacou como aluno do Conservatório Real de Lisboa. Foi membro do Sexteto do Ginásio de Lisboa e  da Orquestra do Real Teatro de São João do Porto, antes de, com apenas 18 anos de idade, integrar a Orquestra do Real Teatro de São Carlos de Lisboa.
Em 1910 foi nomeado para a cadeira de professor de violino no Conservatório Nacional em Lisboa, onde já lecionava desde 1901. Em 1911 fundou e dirigiu a Orquestra de Lisboa, e, em 1919, fundou a Sociedade Nacional de Música de Câmara. Realizou digressões por todo o país e no estrangeiro, colaborando assiduamente com os pianistas Alexandre Rey Colaço, Hernâni Torres e José Viana da Mota, ou o violoncelista João Passos. O compositor Luís de Freitas Branco dedicou-lhe o seu Concerto para Violino e Orquestra.
Desenvolveu também uma interessante atividade como compositor, tendo sido o autor de vários hinos de cunho maçónico. Foi aliás um reconhecido maçon, chegando a ser fundador e “Venerável Mestre” de uma loja maçónica da capital portuguesa. Possuidor de uma reconhecida carreira como solista e pedagogo, Júlio Cardona é considerado como um dos músicos portugueses de maior prestígio do século XX em Portugal. O seu espólio musical encontra-se no Museu Nacional da Música.

Júri

Concurso Internacional de Música Júlio Cardona
25—28 junho, 2025
Covilhã, Portugal

Mariana Todorova

Mariana Todorova foi concertino da Orquestra Sinfónica da RTVE durante 27 anos. Natural de Varna, Bulgária, estudou com Snejina Furnadjieva e, posteriormente, aprofundou os seus estudos com M. Minchev, I. Neaman, V. Martín, I. Vilá, L. Fenives, C. Flieder, M. Fuks, R. Ricci, F. Rados e W. Levin. É vencedora do Concurso Nacional S. Obretenov, do Concurso Internacional Kocian (Checoslováquia) e do Concurso de Música de Câmara Zlatnata Diana em Pleven. Em 1995, ganhou o prestigiado Prémio Pablo Sarasate, atribuído pela Fundação Loewe, e apresentou-se em concerto com o Stradivarius do compositor. Tocou como solista com diversas orquestras e, em 2000, estreou e gravou para a etiqueta ASV o concerto “Ardor” de José Luis Greco, dedicado a ela própria, com a Orquestra Sinfónica de Gran Canária. O álbum foi eleito como “Destaque do Mês” pela revista Scherzo e foi “Editor’s Choice” da revista Gramophone.
Mariana Todorova desenvolve uma intensa atividade pedagógica e na música de câmara, por exemplo, como professora de violino na Universidade Francisco de Vitoria, no Centro de Ensino Superior Katarina Gurska e como membro do Trio Modus. Tocou com os instrumentos Stradivarius do Palácio Real de Madrid e estreou-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em 2017. Atualmente, leciona violino, música de câmara e repertório orquestral na Escola de Música Forum Musikae, em Madrid. A sua vasta experiência orquestral levou-a a colaborar como concertino convidada com inúmeras orquestras espanholas: a Real Filarmónica da Galícia, a Orquestra Sinfónica de Navarra, a Orquestra da Comunidade de Madrid, a Orquestra Filarmónica de Málaga, a Orquestra de Gran Canária ou a Orquestra Sinfónica Cantábrica, entre outras. Nos últimos anos, realizou inúmeras entrevistas a solistas e maestros para a TVE. Foi membro do júri em diversos concursos internacionais, entre os quais o Concurso Joaquín Rodrigo, o Concurso de Música de Câmara Antón García Abril e o Concurso Internacional de Violino de Cullera. Toca num violino Joseph Ceruti de 1844.

Aníbal Lima

Nasceu em Lamego e foi aluno da Fundação Musical dos Amigos das Crianças, do Conservatório Nacional de Lisboa (Curso Superior de Violino, na classe de Herbert Zils) e dos Cursos Internacionais de Música do Estoril (violino e música de câmara, com Sandor Vegh).
Foi um dos fundadores do Quarteto de Cordas de Lisboa, agrupamento distinguido em 1972 com o 1.º Prémio do Concurso Guilhermina Suggia.
Estudou posteriormente no Conservatório de Odessa com o professor Alexander Stanko em 1976 e no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo de 1977 a 1979 com o professor Sergei Kravechenko. Em 1983, obteve o 2.º Prémio no Concurso Internacional Villa-Lobos.
Como solista, apresentou-se com as principais orquestras portuguesas, assim como em recitais e em gravações para a rádio e televisão. Atuou em Portugal, França, Luxemburgo, Marrocos, China, Macau, Tailândia, Dinamarca e nos Festivais Internacionais do Estoril, dos Capuchos, do Algarve e de Pamplona. A sua discografia inclui o Concerto em Ré menor para Violino e Orquestra de Mendelssohn (1988) e a gravação integral das Sonatas para Violino e Piano de Edvard Grieg, com a colaboração da pianista Anne Kaasa (1993).
Foi chefe de naipe dos segundos violinos da Orquestra Gulbenkian nos anos 70, desempenhando posteriormente e até ao ano 2001 o lugar de Concertino.
Dedicou-se ao ensino do violino na Academia Nacional Superior de Orquestra até 2022, tendo formado alguns dos principais violinistas portugueses da atualidade.

Afonso Fesch

Nasceu no Porto e desenvolve uma intensa e versátil atividade performativa como solista, músico de câmara e membro de diversos agrupamentos. Durante a sua formação, teve a oportunidade de contactar com grandes pedagogos e mentores. Yossif Grinman, Zofia Wóycicka, Gerardo Ribeiro, Pavel Vernikov, Dora Schwarzberg, Raphaël Oleg e Ivry Gitlis foram essenciais no seu trajeto artístico.
Apresentou-se em palco, como músico de câmara ou solista, ao lado de artistas como Giuliano Carmignola, Guy Braunstein, Thomas Demenga, Yoel Gamzou, Otto Tausk, Roland Glassl, Diemut Poppen, Pascal Siffert, Miguel Borges Coelho, Anton Kernjak, Raphaël Oleg e Ivry Gitlis. Apresentou-se a solo com a Orquestra Sinfónica de Hamburgo, Orquestra Sinfónica de Basileia, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, International Mahler Orchestra, Orquestra Filarmónica de Estugarda, entre outras.
Colaborou com diversos grupos contemporâneos, tendo trabalhado diretamente com músicos como Jörg Widmann, Harrison Birtwistle, Thomas Demenga, Ilya Gringolts, Thomas Adès e Heinz Holliger. Afonso foi concertino da International Mahler Orchestra entre 2008 e 2015 e do Ensemble Musique des Lumières entre 2016 e 2019, para além de ter atuado como concertino convidado em muitos outros agrupamentos. Entre 2020 e 2024, Afonso assumiu o cargo de violino solo do naipe dos segundos violinos da Orquestra Real Dinamarquesa em Copenhaga.
Atualmente, é Principal First Violin da Scottish Chamber Orchestra.

Claudi Arimany

O flautista catalão nasceu em Granollers, estudou em Barcelona e Paris e é considerado um dos mais prestigiados solistas catalães, com uma carreira de grande projeção internacional. Colaborou com artistas como J. P. Rampal, M. Nordmann, M. Maisky, C. Simone, F. Ayo, N. Zabaleta, V. de los Ángeles, C. Orbelian, M. Larrieu, J. Suk, A. Nicolet, J-J. Kantorov, Borodin Quartet, etc., e com orquestras como a English Chamber Orchestra, Berlin Philharmonisches Kammerorchester, Orquestra Sinfónica Nacional da China, Philarmonia Virtuosi de Nova Iorque, Franz Liszt de Budapeste, Israel Sinfonietta, Solistas de Zagreb, Orquestra Sinfónica de Praga, Ensemble Orchestral de Paris, Orquestra de Câmara de Moscovo, Stuttgarter Kammerorchester, Orquestra de Câmara Amadeus, Orquestra de Câmara de Praga, Orquestra de Câmara da União Europeia, Münchner Kammerphilharmonie, entre outras.
Apresentou-se em todos os países da Europa, Rússia, Estados Unidos, Canadá, vários países da América do Sul, Israel, Líbano, Turquia, Cazaquistão, Tailândia, China e Japão, em importantes auditórios como o Chicago Symphony Hall, Washington Library of Congress, Carnegie Hall em Nova Iorque, Palau de la Música Catalana, Beethovenhaus em Bona, Auditório Nacional e Teatro Real em Madrid, Concertgebow em Amesterdão, Rudolfinum e Smetana Hall em Praga, Boston Symphony Hall, Palais Auersperg, Wiener Konzerthaus, Musikverein Viena, Hollywood Bowl Los Angeles, Tchaikowsky Moscovo, Gasteig e Herkulessaal Munique, Franz Liszt Academy Budapeste, Théâtre Champs Elysées, Salle Pleyel e Salle Gaveau em Paris, Suntory Hall e Kay Kan em Tóquio, etc.
Possui uma extensa discografia com mais de 40 CDs para as etiquetas Sony, Denon, Novalis, Delos, Capriccio, etc..
Considerado por Jean-Pierre Rampal como um dos maiores flautistas da sua geração, foram companheiros de palco durante muitos anos e por tudo o mundo. Claudi Arimany utiliza a emblemática flauta dourada de Rampal nos seus concertos.

Paulo Barros

É solista e chefe de naipe de flautas da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Nasceu em Paços de Brandão, em 1974, e iniciou os estudos de flauta transversal aos sete anos, tornando-se bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Licenciou-se na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE) com a classificação máxima, tendo recebido o Prémio Engenheiro António de Almeida pela melhor média de licenciatura. Frequentou várias masterclasses e cursos de aperfeiçoamento e foi aluno de Aurèle Nicolet em Oberwil, na Suíça. Foi laureado com os prémios na Juventude Musical Portuguesa e no Prémio Jovens Músicos.
Integrou várias orquestras e agrupamentos, incluindo a Orquestra de Jovens da Comunidade Europeia (ECYO), a Orquestra Luso-Alemã, a Orquestra de Córdova, a OrchestrUtopica, a Oficina Musical Portuguesa e o Remix Ensem­ble. Apresentou-se a solo com inúmeras orquestras, em concertos de música de câmara e festivais de música, expandindo a sua atividade internacional por países como Luxemburgo, Suíça, França, Espanha, Alemanha, Macau, Colômbia, Áustria, Brasil e África do Sul.
Foi docente na ESMAE, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART) e na Universidade Católica do Porto. Atualmente, é professor de flauta transversal na Escola Profissional de Música de Espinho. É frequentemente convidado para orientar masterclasses e fazer parte do júri de concursos.
Tem vários CD gravados como solista com orquestra, músico de câmara e membro de orquestra para os selos discográficos EMI Classics, Koch Schwann, Tradisom, Skarbo, Vintage Records e Numérica.

Adriano Jordão

Nasceu em Angola em 1946 e estudou com Helena Sá e Costa, Helena Matos e Yvonne Lefébure. Ganhou numerosos prémios em competições nacionais e internacionais, tendo especial destaque o 1º Lugar no Concurso Internacional de Debussy, em França.
Apresentou-se por toda a Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia, destacando-se as apresentações no Lincoln Center ou no Carnegie Hall de Nova Iorque, para além de outras salas de grande prestígio por todo o mundo. Colaborou com os mais importantes maestros portugueses, bem como com referências internacionais como Alain Lombard, Sandor Végh, Michel Corboz, Maurice Gendron, Claudio Scimone, Van Remoortel, Richard Treiber, Cristian Mandeal, Horia Andreescu, David Epstein, Peter Feranec, Nicholas Kremmer, Volker Schmidt-Gertenbach, Nicholas Braithwake, Iosif Conta, Octav Calea, Wilfried Boetttcher, Jiri Petrdlik, Garcia Navarro, Peter Sbarcea, Klaus Peter Weise, Ajmone Marsan, Silvio Barbato, Ervin Acel, Muhai Tang ou John Neschling. É um apaixonado pela voz humana, tendo colaborado com grandes estrelas mundiais do canto como Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Teresa Berganza, Katia Ricciarelli, Julia Hamari, Lella Cuberli e Alfredo Kraus.
Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, foi agraciado com o grau de “Oficial da Ordem das Artes e das Letras” pelo Governo Francês, com a “Ordem Pro Merito Melitensis” pela Soberana Ordem Militar de Malta, foi feito “Cidadão Honorário de Brasília” pelas autoridades brasileiras e, em 2022, recebeu o grau de “Grande Oficial da Ordem do Infante D.Henrique” atribuído por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa. De 2004 a 2011 foi Conselheiro Cultural de Portugal em Brasília e, entre 2013 e 2016, foi vogal do Conselho de Administração do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
Foi o fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Música de Macau, diretor artístico do Festival da Casa de Mateus, do Festival dos Açores, do Festival de Música de Sintra. Mantém a sua atividade como diretor artístico do Festival de Música de Mafra e do “Cascais Ópera” e prossegue, com grande vitalidade, a sua carreira de mais de 50 anos.

António Rosado

Tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, com um extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Gershwin, Copland, Albéniz ou Liszt. Estreou em Portugal as Sonatas de Enescu ou as Paráfrases e Liszt, foi o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e dos Estudos de Debussy e interpretou a integral das sonatas de Mozart e Beethoven.
Estudou no Conservatório Nacional e, posteriormente, foi discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música de Paris e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália). Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles.
Estreou-se em 1980 com a Orchestre National de Toulouse dirigida por Michel Plasson e, desde essa data, tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman. Na música de câmara apresentou-se com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima.
Gravou discos a solo dedicados a Enescu, Vianna da Motta, Liszt, Schumann, Armando José Fernandes, Luís de Freitas Branco, assim as integrais das Músicas Festivas e das Sonatas de Fernando Lopes-Graça e a integral dos Prelúdios de Debussy. A solo com orquestra gravou os dois Concertos de Brahms com a Orquestra Nacional do Porto, assim como o Concerto n. 2 e a Rapsódia sobre um tema de Paganini de Rachmaninov con a NDR Sinfonieorchester de Hamburgo. Como músico de câmara gravou as Sonatas de Brahms com o violinista Gerardo Ribeiro, Mozart em duo com Artur Pizarro, assim como as Sonatas e Freitas Branco e Franck a integral da obra de Beethoven para piano e violoncelo com Filipe Quaresma.
António Rosado detém o prestigiado grau de Chevalier des Arts et des Lettres, distinção concedida pelo Governo Francês em 2007.

Bruno Borralhinho

O maestro e violoncelista português é diretor artístico do Ensemble Mediterrain, membro da Orquestra Filarmónica de Dresden e Diretor Artístico e Presidente do Júri do Concurso Internacional de Música Júlio Cardona.
Dirigiu a Orq. Sinf. Portuguesa, a Orq. Sinf. do Porto Casa da Música, a Orq. Metropolitana de Lisboa, a Orq. do Algarve, a Orq. Fil. Portuguesa, a Orq. de Câmara Portuguesa, a Orq. Clássica da Madeira, a Filharmonie Bohuslava Martinu (CZ), Orq. de Câmara da Rádio da Roménia (RO), a Filarmonica Bacau (RO), a Guiyang Symphony Orchestra (CN), a Orq. de Cámara de Bellas Artes (MX), a Orq. Sinfônica do Paraná (BR), a Orq. Sinf. de Campinas (BR), a Deutsches Kammerorchester Berlin (DE), a Berliner Symphoniker (DE), o Ensemble Mediterrain (DE) e a Orq. Fil. de Dresden (DE), e colaborou com solistas de prestígio internacional como Camilla Nylund, Tara Erraught, Sarah Maria Sun, Karolina Gumos, Lothar Odinius, Peter Bruns ou Javier Perianes. A ópera é uma das suas grandes paixões, tendo dirigido produções de Donizetti (L’elisir d’amore), Mozart (Don Giovanni), Ravel (L’heure espagnole) e Puccini (Gianni Schicchi), e trabalhado como assistente em produções de Wagner (Der Fliegende Hollender) e Beethoven (Fidelio).
Como violoncelista, estudou com Truls Mork, Markus Nyikos, Luis Sá Pessoa e Rogério Peixinho, tendo-se licenciado na Universität der Künste der Berlim com as máximas classificacoes. Foi bolseiro da F. C. Gulbenkian e frequentou masterclasses com N. Gutman, A. Meneses, P. Wispelwey, A. Bylsma, J. Wang, M. Ostertag, M. Carneiro e T. Demenga. Obteve o 1.º Prémio no Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona em 1999 e o 1.º lugar no Prémio Jovens Músicos, e tocou a solo com a Orq. Gulbenkian, Orq. Sinf. Portuguesa, Orq. Metropolitana de Lisboa, Orq. do Norte, Orq. Clássica do Centro, Orq. de Câmara Portuguesa, Orq. do Algarve, Orq. Clássica da Madeira, Orq. XXI, Orq. Sinf. de Campinas e Orq. Sinf. do Teatro Nacional de Brasília.
Gravou como maestro e violoncelista para os selos discográficos Naxos, Ars e Dreyer Gaido. Master em Gestão Cultural na Universitat Oberta de Catalunya (Barcelona) e Doutor em Humanidades -História, Geografia e Arte- na Universidad Carlos III (Madrid).

Pianistas Colaboradoras

Concurso Internacional de Música Júlio Cardona
25—28 junho, 2025
Covilhã, Portugal

Dana Radu

Violino (Ronda principal) Roménia|Portugal

Isolda Crespi Rubio

Flauta (Ronda principal) Espanha|Portugal

Joana David

Flauta e Violino (Finais) Espanha|Portugal