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O Diafragma assume-se bienal e tem como tema nesta segunda edição a Lusofonia. Não há Lusofonia sem imagem.

Nelson Marmelo, Diretor Artístico

—O Diafragma regressa com renovada energia e determinação na afirmação da Covilhã como cidade jovem, viva e criativa.

Nelson Marmelo, Diretor Artístico

Há cerca de cinquenta anos, mais precisamente no verão de 1969, inaugurava-se o primeiro festival internacional de fotografia, no sul de França, em Arles. É um acontecimento na história da fotografia, porque foi o início de uma nova era. Paradoxalmente, assistiu-se na década seguinte ao declínio irreversível da fotografia tradicional, à querela insanável entre os fotógrafos artistas e os artistas fotógrafos e, mais tarde, à reconhecida ascensão e hegemonia da tecnologia digital aplicada à imagem (e esta é uma história que ainda não acabou). Então, ainda faz sentido organizar um festival de fotografia? Sim. Apesar da anunciada “morte da fotografia” (Joan Fontcuberta) nunca fez tanto sentido como agora. Com a entrada da fotografia nos museus, apareceram novas escolas e galerias dedicadas à fotografia e as edições de livros de fotografia tornaram-se mais procuradas e disputadas. Os festivais de fotografia fazem, hoje, parte inquestionável dos programas culturais de qualquer cidade moderna.

—Programa

14.out>12.nov>2023


14.out— sábado

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15.out— domingo

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14.out— sábado

18h00 Galeria António Lopes Sessão de Abertura.

Inauguração das exposições de Abdel Queta Tavares, Andrea Eichenberger, Ana Mendes, Dário Pequeno Paraíso, José Roberto Bassul, José Chambel, José Diniz, José Luís Neto, José Manuel Rodrigues, Marta Pinto Machado, Mateus Morbeck, Mwana Pwo, Pauliana Valente Pimentel e Susana Paiva.

18h30 Casa das Morgadas Inauguração da exposição de Aníbal Lemos.

21h30 Concerto Transfiguração por Nuno Pinheira. Apresentação dos Fotógrafos participantes e projeção de fotografias.

15.out— domingo

11h00 Casa da Cultura José Marmelo e Silva, Paul . Inauguração da exposição de Aníbal Lemos.

15h00 Galeria António Lopes. Mesa Redonda A fotografia contemporânea, com moderação de Aníbal Lemos (moderador), Glaucia Nogueira, Nelson Marmelo e Susana Paiva.

21.out— sábado

17h00 Galeria António Lopes, 17.º Festival SÍNTESE, Concerto com Síntese Grupo de Música Contemporânea (Portugal), com o apoio DGARTES.

17h00 MiraForum (Porto), Nelson Marmelo e Aníbal Lemos apresentam a 2.ª edição do Diafragma.

26.out— quinta-feira

16h00 Galeria António Lopes, Tertúlia A Fotografia e o Cinema por João Trabulo. Exibição do filme Lisboa, Cidade Triste e Alegre, de João Trabulo.

27.out— sexta-feira

19h00 Galeria António Lopes, Concerto Casa Comum Ep.1 pela Arte das Musas.

28 > 31.out— sábado a terça

Entrada do Centro de Inovação Cultural da Covilhã
(junto ao Balcão Único)
À La Minute | A Famosa Máquina de Fazer Parar o Tempo.

02.nov— quinta-feira

16h00 Tertúlia A Fotografia e a Lusofonia (oradora a confirmar).

05.nov— domingo

17h00 17.º Festival SÍNTESE, Concerto com Collective Lovemusic (França), com o apoio DGArtes.

10.nov— sexta-feira

15h00 Escola Secundária Quinta das Palmeiras, Conferência Fotografia: modos de ver por Nelson Marmelo.

15h00 Escola Secundária Campos Melo, Oficina Fotografia Estenopeica: do Século XIX ao Século XXI por Augusto Lemos.

15h00 Escola Secundária Frei Heitor Pinto, Conferência Fotografia e Realidade por Aníbal Lemos.

11.nov— sábado

16h00 Galeria António Lopes, Conferência Fotografia e Design por Pedro Serapicos.

12.nov— domingo

17h00 Galeria António Lopes, Conferência Danço. Entre o saber e o acreditar de José Chambel e Magdalena Bialoborska Chambel.

18h00 Sessão de encerramento.

—Exposições

Galeria António Lopes



Casa das Morgadas – Sala dos Continentes


Aníbal Lemos

Cristo

Aníbal Lemos é natural e residente em Salreu. Professor, fotógrafo, curador e investigador em Fotografia. PhD Photography pela Universidade de Derby, Inglaterra, Faculdade de Arte e Design, 2006. Diretor do Centro de Arte de S. João da Madeira. Professor na Universidade Europeia, Faculdade IADE – University, Lisboa. Coordena e leciona, desde 1989, o departamento de Fotografia do Centro de Arte de S. João da Madeira. Diretor e Curador da Galeria de Fotografia ImagoLucis, Porto, entre 1989 e 2006. Foi professor cooperante em Moçambique, 1978/79.

Casa da Cultura José Marmelo e Silva – Paul


Aníbal Lemos

Mariri

Aníbal Lemos é natural e residente em Salreu. Professor, fotógrafo, curador e investigador em Fotografia. PhD Photography pela Universidade de Derby, Inglaterra, Faculdade de Arte e Design, 2006. Diretor do Centro de Arte de S. João da Madeira. Professor na Universidade Europeia, Faculdade IADE – University, Lisboa. Coordena e leciona, desde 1989, o departamento de Fotografia do Centro de Arte de S. João da Madeira. Diretor e Curador da Galeria de Fotografia ImagoLucis, Porto, entre 1989 e 2006. Foi professor cooperante em Moçambique, 1978/79.

—Conferências


26.out – 16h

A Fotografia e o Cinema

Galeria António Lopes

João Trabulo


10.nov – 15h

Fotografia e Realidade

Escola Secundária Frei Heitor Pinto

Aníbal Lemos


10.nov – 15h

Fotografia: Modos de Ver

Escola Secundária Quinta das Palmeiras

Nelson Marmelo


11.nov – 16h

Fotografia e Design

Galeria António Lopes

Pedro Serapicos


12.nov – 17h

Danço. Entre o saber e o acreditar

Galeria António Lopes

José Chambel e Magdalena Bialoborska Chambel

—Oficinas


10.nov – 15h

Fotografia Estenopeica: do séc.XIX ao séc.XXI

Augusto Lemos

Exibição de Documentário

Lisboa, Cidade Triste e Alegre

de João Trabulo

26.out – quinta-feira – 16h – Galeria António Lopes

Sinopse

Lisboa, Cidade Triste e Alegre
João Trabulo, 2022, Portugal
Documentário, 90min.

Realizado por João Trabulo, Lisboa, cidade triste e alegre, é um poema gráfico sobre esta cidade, durante a década de 1950, pelos olhos de dois amigos.
Os arquitetos Victor Palla e Manuel Costa partilhavam um gosto intenso em fotografar Lisboa.
Juntos, fotografaram a cidade com o objetivo de mais tarde reunir essa aventura num livro de fotografia. No arquivo, ficaram registadas mais de 6.000 fotografias. Em 1959, o livro Lisboa, cidade triste e alegre é posto a circular em fascículos, prática recorrente na época já que a vigência do regime fascista de Salazar propiciava um clima geral de medo e intimidação. O livro permaneceria esquecido durante meio século e só após a morte de ambos viria a ganhar um súbito destaque, tornando-se no photobook português com maior projeção internacional de todos os tempos. Numa homenagem aos dois arquitetos, o filme de João Trabulo assume o mesmo nome do livro, convidando a uma interpretação transversal de Lisboa, inspirada pelas fotografias dos dois amigos fotógrafos.

Biografia do autor

Licenciado em Ciências da Comunicação, pela Universidade da Beira Interior.
Conta no seu currículo de realizador com vários filmes, com presenças em festivais importantes como o Cinéma du Réel, Torino Film Festival, Fid Marseille, Festival do Rio deJaneiro, Mar del Plata, CPH DOX, New York Independent Film Festival, Doclisboa,Indielisboa, Curtas de Vila do Conde e outros.
Dos seus filmes destacam-se:
LH – Saber Ver, Demora sobre Fernando Lanhas; Durante o Fim, sobre o trabalho do escultor português RuiChafes, que teve estreia comercial em 2011; Sombras – sobre o poeta Teixeira de Pascoaes; Sem Companhia, que teve estreia mundial no Festival Internacional de CinemaIndependente – IndieLisboa’10, onde arrecadou o Prémio AIP/KODAK de Melhor Fotografia para Longa Metragem Portuguesa; Devastação; Paisagem; Portugal tem Lata; Lisboa, cidade triste e alegre, além de uma dezenas de trabalhos no domínio do vídeo e da artevisual.