Design ENCAIXA 2025
APICOVER
O projeto APICOVER surge no âmbito do conceito de Design Regenerativo, inspirado na natureza e no seu poder de renascer das cinzas.
As abelhas, fundamentais para a polinização e equilíbrio dos ecossistemas, enfrentam crescentes ameaças devido aos incêndios florestais, à perda de habitat e às alterações climáticas.
Com o objetivo de proteger as colmeias e garantir a sobrevivência das abelhas durante situações de risco, o projeto propõe um sistema preventivo e autónomo que atua na aproximação do fogo.
Com o slogan “Proteger as abelhas é proteger a vida… é renascer das cinzas”, o APICOVER simboliza a esperança e a regeneração da natureza através da tecnologia e da sustentabilidade.
BioRefúgio
Renascer das Cinzas
O BioRefúgio, desenvolvido pela Escola Secundária Frei Heitor Pinto em parceria com a empresa Ropre, nasce da necessidade de repensar a relação entre o ser humano e os ecossistemas afetados pelos incêndios florestais.
Mais do que um abrigo temporário, representa um símbolo de regeneração — inspirado na inteligência da natureza e nas suas estratégias de proteção e renascimento.
O projeto integra os princípios do design regenerativo e da inspiração biomimética, propondo soluções que não apenas minimizam impactos, mas ajudam a restaurar ecossistemas e comunidades após situações de catástrofe.
Inspiração Biomimética – A forma e o funcionamento do BioRefúgio foram inspirados em organismos e sistemas naturais:
- Bicho-de-conta (Armadillium vulgare): sistema de dobragem modular e proteção articulada;
- Membranas interdigitais de anfíbios e mamíferos aquáticos: ligações flexíveis entre módulos;
- Casca do sobreiro e carapaças de répteis: isolamento térmico natural e resistência ao calor;
- Pinha e sementes pirófitas: comportamento adaptativo dos materiais ao aumento de temperatura.
Estas referências naturais guiaram a criação de um abrigo capaz de se adaptar, proteger e regenerar — tal como os organismos que o inspiraram.
Abrigo de emergência e ferramenta educativa, o BioRefúgio promove uma consciência ecológica e regenerativa, aproximando ciência, design e sustentabilidade.
Mais do que um objeto técnico, é um manifesto sobre o poder da natureza como mentora e parceira no futuro do design.
Chama Ajuda
O projeto Chama Ajuda nasceu da reflexão sobre o impacto dos incêndios florestais e da urgência em agir pela proteção do ambiente e das comunidades.
Através da metodologia de Design Thinking, foi desenvolvida uma campanha de sensibilização e uma aplicação móvel que permite alertar rapidamente a Proteção Civil em caso de incêndio.
As campanhas destacam a limpeza dos terrenos, o recrutamento de guardas florestais e o uso da aplicação, promovendo a prevenção, a responsabilidade coletiva e uma cultura de cidadania ativa.
O nome Chama Ajuda une o símbolo do fogo à ação de pedir socorro, refletindo o espírito solidário e colaborativo do projeto.
O projeto alia comunicação visual, tecnologia e educação ambiental, promovendo a prevenção de incêndios e a segurança comunitária.
Estrela Segura
O projeto Estrela Segura resulta da parceria entre a Escola Secundária Campos Melo e a empresa WD-Retail, com o objetivo de criar um conjunto de espaço e sinalética preventiva, funcional e sustentável.
Inspirado na Serra da Estrela e nos desafios causados pelos incêndios florestais, o projeto apresenta soluções que aliam design, segurança e tecnologia, garantindo resistência térmica, autonomia energética e proteção em ambientes de risco.
A forma hexagonal, inspirada nas colmeias, simboliza a cooperação e resiliência da natureza, homenageando os apicultores locais e sensibilizando para a preservação ambiental.
Fire Save
O projeto Fire Save, desenvolvido pela Escola Secundária Quinta das Palmeiras em colaboração com a CDNTV e o Parkurbis, propõe uma solução inovadora e sustentável no campo do design, da multimédia e da educação para a segurança, respondendo aos desafios ambientais e sociais da região da Serra da Estrela.
O Fire Save nasce da necessidade de criar uma plataforma acessível e prática que apoie a população em situações de emergência, especialmente perante incêndios florestais e outros riscos naturais. O projeto combina design físico e digital, reunindo informações essenciais sobre prevenção, segurança e primeiros socorros, promovendo a preparação, a proteção e a resiliência comunitária.
O projeto integra duas componentes complementares: um kit físico de prevenção e resposta a incêndios — o Kit Regenera — e uma plataforma digital interativa — o site Fire Save, com o objetivo de sensibilizar a população e disponibilizar ferramentas de informação, prevenção e orientação em situações de risco.
O Kit Regenera foi desenvolvido com base em princípios de design sustentável e regenerativo. No seu interior, foi utilizada espuma de expansão, posteriormente lixada e pintada, conferindo-lhe um aspeto robusto e sólido, semelhante à projeção tridimensional (3D) criada na fase de modelação.
Durante o processo, foram criadas barreiras de contenção para moldar a espuma e assegurar o formato desejado, permitindo retoques e acabamentos mais precisos. O resultado é um objeto funcional, resistente e esteticamente apelativo, que alia sustentabilidade e utilidade pública.
- Kit Regenera: solução portátil e ecológica destinada a situações de emergência, integrando ferramentas essenciais de prevenção e resposta rápida.
- Site Fire Save: plataforma digital concebida como ferramenta de informação, prevenção, orientação e sensibilização sobre incêndios florestais.
Azul de Portugal
O projeto “Azul de Portugal” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Grasil Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo e a valorização da identidade cultural portuguesa.
No âmbito desta colaboração, a aluna recebeu duas peças da marca — as calças Margaret e a gabardine Newport —, bem como uma surprise box com tecidos e aviamentos diversos, que serviram de base à reinterpretação criativa das peças. Inspirado nas tradições têxteis, na fauna e flora nacionais e na simbologia do azul — cor associada ao mar, aos azulejos e à saudade —, o projeto aplica técnicas de tingimento natural, feltragem e bordado manual, integrando princípios de upcycling e design regenerativo.
O conjunto final, composto por calças, gabardine e saia inspirada nos aventais tradicionais, reflete a fusão entre identidade cultural, sustentabilidade e inovação têxtil.
Bloom Re:Design
O projeto «BLOOM RE:DESIGN» surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a empresa Benoli Confecções, o projeto visa fomentar a experimentação e inovação no campo do design sustentável, explorando novas abordagens criativas aplicadas ao vestuário.
Inspirado na coleção BLOOM da marca e na flora da Serra da Estrela, o projeto explora a relação entre natureza e vestuário, através da reinterpretação criativa de peças existentes.
A intervenção incide sobre um bolero creme e um blazer floral, selecionados pela autora e transformados por meio das técnicas de upcycling, bordado e ecoprinting, conferindo-lhes nova identidade estética e funcional.
O resultado final traduz um diálogo entre tradição, sustentabilidade e inovação, devolvendo vida e valor a materiais já existentes, em harmonia com os princípios do design circular.
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo” foi desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Atelier de Confeção e Modelagem Digital de Vestuário do 2.º Ciclo em Design de Moda da Universidade da Beira Interior, em parceria com as Confeções Lança e com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, no contexto da Covilhã Creative Week 2025.
A criação inspira-se na androginia e na sustentabilidade, resultando da reinterpretação de um blazer masculino transformado num look andrógino que funde as fronteiras entre o feminino e o masculino.
O blazer foi ajustado na cintura, adquirindo uma silhueta slim fit, e recebeu elementos de delicadeza — flores, draping e tranças manuais em tecidos sobrantes, destacando o trabalho artesanal e a versatilidade da peça.
No ombro oposto, o draping cria assimetria e equilíbrio, refletindo a dualidade do corpo humano.
A saia, feita de resíduos têxteis com diferentes debuxos, acrescenta movimento e fluidez.
Todo o conjunto foi produzido com materiais reaproveitados e deadstock industrial, reafirmando o compromisso com a moda circular e o design sustentável.
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo” foi desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Atelier de Confeção e Modelagem Digital de Vestuário do 2.º Ciclo em Design de Moda da Universidade da Beira Interior, em parceria com as Confeções Lança e com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Integrado na Covilhã Creative Week 2025, o projeto propõe uma reflexão sobre sustentabilidade, inovação e valorização do património têxtil e cultural da cidade. A proposta consiste na reinterpretação de um fato masculino clássico, transformando-o num conjunto contemporâneo que alia rigor técnico, estética experimental e consciência ambiental.
O blazer foi encurtado ao nível do botão inferior, resultando numa silhueta moderna e equilibrada, enquanto as calças foram reconvertidas em calções, adaptando o vestuário formal masculino a um contexto mais versátil e jovem. O tecido remanescente foi reutilizado na criação de laços decorativos, aplicados no blazer, reforçando o conceito de upcycling e o aproveitamento integral dos materiais.
Na parte posterior dos calções, um laço em tecido deadstock de tom bordeaux, com interior em tule preto, acrescenta estrutura e volume, criando um diálogo entre tradição e experimentação que evoca o espírito criativo da Covilhã — cidade do design, da indústria e do debuxo.
Cidade da Covilhã, cidade do Debuxo
O projeto “Cidade da Covilhã, Cidade do Debuxo” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o curso de Tecnologia e Produto Moda Sustentável da Universidade da Beira Interior uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Twintex, o projeto propõe uma reflexão sobre o design sustentável e o papel regenerativo da moda na valorização da identidade local e do património têxtil covilhanense.
Inspirado na paisagem e cultura da Covilhã, conhecida como Cidade do Debuxo, o projeto explora o diálogo entre tradição e inovação, padrões e texturas, história e criatividade. A proposta centra-se na reinterpretação de peças em fim de vida ou amostras industriais, transformando-as através dos 9R’s da sustentabilidade — Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar, Repassar, Respeitar e Responsabilizar-se.
O exercício de upcycling e redesign combina misturas de padrões em lã 100% natural e apontamentos dourados, que simbolizam o “ouro” da cidade — metáfora para a criatividade e o renascimento da tradição têxtil covilhanense.
A dimensão poética do projeto traduz-se num tributo à memória da cidade:
“Entre montes e neblinas, ergue-se a Covilhã — tecida em fios de história e vento.
Aqui, o tear não dorme: canta.
Nos fios dourados, lampejos de sol e promessa —
é o ouro da criatividade, o brilho que não se mina, mas se imagina.”
Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o curso de Tecnologia e Produto Moda Sustentável da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Twintex, o projeto reflete sobre o consumo consciente e a valorização do património cultural e artesanal da Covilhã, através da aplicação dos 9R’s da sustentabilidade — Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar, Repassar, Respeitar e Responsabilizar-se.
A proposta consiste na reinterpretação de uma peça em fim de vida ou proveniente de amostras industriais, transformando-a num casaco de alfaiataria contemporâneo, que alia precisão técnica, poética visual e sustentabilidade criativa. Inspirado na estética da Arte Nova e na tradição dos mestres alfaiates da cidade, o projeto combina linhas fluidas e detalhes decorativos que evocam janelas rendadas, arabescos e o movimento das ruas serranas.
O azul da lã extrafina — símbolo da pureza e da ligação à serra — e os apontamentos rosados e perolados evocam o feminino e a memória das mulheres trabalhadoras da região, unindo rigor técnico e sensibilidade artística.
Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova
O projeto “Cidade da Covilhã, cidade dos Mestres Alfaiates e a Arte Nova” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o curso de Tecnologia e Produto Moda Sustentável da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a Twintex, o projeto reflete sobre o consumo consciente e a valorização do património cultural e artesanal da Covilhã, através da aplicação dos 9R’s da sustentabilidade — Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar, Repassar, Respeitar e Responsabilizar-se.
A proposta consiste na reinterpretação de uma peça em fim de vida ou proveniente de amostras industriais, transformando-a num casaco de alfaiataria contemporâneo, que alia precisão técnica, poética visual e sustentabilidade criativa. Inspirado na estética da Arte Nova e na tradição dos mestres alfaiates da cidade, o projeto combina linhas fluidas e detalhes decorativos que evocam janelas rendadas, arabescos e o movimento das ruas serranas.
O azul da lã extrafina — símbolo da pureza e da ligação à serra — e os apontamentos rosados e perolados evocam o feminino e a memória das mulheres trabalhadoras da região, unindo rigor técnico e sensibilidade artística.
Renascer
O projeto “Renascer” surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã. Desenvolvido em parceria com a empresa Benoli Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo como metáfora de renovação e memória, transformando uma peça inacabada num símbolo de continuidade.
A partir de um sobretudo de corte reto, originalmente com defeitos e inacabado, o autor reinterpreta a peça inspirando-se nos relevos, brilhos e texturas da Serra da Estrela.
O processo combina técnicas têxteis contemporâneas e expressão artística, criando uma peça que reflete a harmonia entre natureza, memória e inovação, preservando a identidade estética e a sofisticação associadas à marca Benoli.
A intervenção recorre à técnica de aplique reverso, em que o tecido superior é recortado para revelar a camada inferior de lantejoulas, criando efeitos de relevo, brilho e profundidade visual inspirados na paisagem e nas formas naturais da Serra da Estrela.
O processo inclui também a remodelação de golas e punhos e a integração de pelos sintéticos e aviamentos reaproveitados, resultando num sobretudo regenerado que alia experimentação material, expressividade têxtil e sustentabilidade criativa.
O resultado final transforma o ato de reparar num gesto simbólico de renascimento, onde o design se torna uma extensão da paisagem natural e emocional da Serra da Estrela.
Ressignificar o Fato
O projeto «Ressignificar o Fato» surge no âmbito da iniciativa Desafios Criativos, integrada na Covilhã Creative Week 2025, que promove a colaboração entre o Curso de Design de Moda da Universidade da Beira Interior e uma empresa têxtil da região, com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
Desenvolvido em parceria com a empresa Grasil Confecções, o projeto propõe uma reflexão sobre o design regenerativo e a valorização do património têxtil da Covilhã.
Partindo de um fato masculino completo, as autoras reinterpretaram a peça para o universo feminino, preservando a identidade clássica da marca e incorporando versatilidade, contemporaneidade e sustentabilidade.
A transformação conjuga tradição e inovação, recuperando elementos da alfaiataria e introduzindo bordados inspirados na cultura regional, num diálogo entre herança local e modernidade.
